A atleta catarinense Raquel Kochhann foi anunciada nesta segunda-feira (22) como porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura das Olimpíadas de Paris 2024. Raquel, capitã da seleção feminina de rugby, carregará a bandeira brasileira ao lado de Isaquias Queiroz, da canoagem, na próxima sexta-feira (26).
Quem é Raquel Kochhann?
Raquel Kochhann nasceu em Saudades, cidade da região Oeste de Santa Catarina, no dia 6 de outubro de 1992. Aos 31 anos, a atleta iniciou sua trajetória esportiva no futebol, atuando como zagueira nas categorias de base do Juventude, em Caxias do Sul.
Após uma lesão no pé que a afastou da seleção brasileira sub-17, Raquel decidiu estudar Educação Física. Foi na universidade que ela conheceu o rugby, esporte no qual se destacou rapidamente. Com apenas 22 anos, Raquel já fazia parte da seleção brasileira de rugby.
As Olimpíadas de Paris 2024 marcarão a terceira participação de Raquel nos Jogos Olímpicos. Ela esteve presente nas edições do Rio 2016 e Tóquio 2020. Além disso, a capitã das Yaras, nome dado à seleção feminina de rugby, conquistou duas medalhas de bronze em Jogos Pan-Americanos: uma em Toronto 2015 e outra em Santiago 2023.

O Desafio Pessoal e a Superação
Em 2022, Raquel enfrentou um grande desafio pessoal. Durante a recuperação de uma cirurgia no joelho, foi diagnosticada com câncer de mama e precisou passar por uma mastectomia e tratamento adicional, incluindo a descoberta de que a doença havia se espalhado para o osso do esterno.
Durante 20 meses, a atleta esteve afastada das competições, mas continuou a treinar sempre que possível. Em dezembro de 2023, Raquel voltou a fazer parte de um time oficial, o Charruas Rugby.
Raquel compartilha sua experiência com uma mensagem de superação: “Sempre existe uma oportunidade em cada desafio. Eu prefiro encarar situações dessa maneira, é essa mensagem que eu gostaria de levar para as pessoas.”
A nomeação de Raquel Kochhann como porta-bandeira não só celebra sua carreira esportiva, mas também sua resiliência e coragem ao enfrentar e superar desafios pessoais.