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Mulher sobrevive com rim de porco e traz esperança

Towana Looney se tornou a primeira pessoa a viver por mais de dois meses com um rim de porco geneticamente modificado. Após anos em hemodiálise e sem encontrar um doador compatível, ela recebeu o órgão em uma cirurgia realizada nos Estados Unidos em novembro de 2024. Agora, com mais de 65 dias de recuperação sem sinais de rejeição, seu caso traz esperança para milhares de pessoas que aguardam um transplante.

O procedimento faz parte dos avanços no xenotransplante, técnica que utiliza órgãos de animais modificados para serem aceitos pelo corpo humano. O rim de Towana passou por dez alterações genéticas para reduzir a chance de rejeição e se adaptar melhor ao organismo. Os médicos acompanham seu progresso com otimismo, mas ainda não sabem por quanto tempo o órgão continuará funcionando.

No Brasil, mais de 41 mil pessoas estão na fila por um transplante de rim, sendo essa a maior demanda entre os órgãos. Mesmo com um alto número de cirurgias realizadas, a espera ainda é longa devido à falta de doadores. Pesquisas sobre o xenotransplante podem representar uma nova solução no futuro, ajudando pacientes que, como Towana, não encontram doadores compatíveis a tempo.