Última Casa de Madeira em Balneário Camboriú é Desmontada

A última casa de madeira que resistia entre os modernos arranha-céus ao longo da movimentada Avenida Atlântica, em Balneário Camboriú, está sendo desmontada após mais de 60 anos de presença à beira-mar.

De acordo com informações da construtora responsável, a residência será cuidadosamente desmontada e preservada após sua remoção completa, prevista para a próxima semana. Na sexta-feira (12), o telhado já havia sido retirado. No local, está prevista a construção de um prédio de 14 pavimentos, atualmente em fase de projeto.

Casa de madeira começou a ser desmontada em Balneário Camboriú — Foto: Gabriel Gallarza/ Observatório de Interações no Ambiente/ Divulgação
Icônica casa de madeira em BC sendo desmontada

A decisão de desmontar a casa partiu da própria construtora, sem qualquer solicitação por parte da família.

A casa foi adquirida em 2022 pela construtora de Itajaí, cidade vizinha de Balneário Camboriú, após anos recebendo propostas de diversas empresas.

O alvará de demolição foi emitido pela prefeitura em 2023 e a casa teve direito a uma última temporada de verão à beira-mar. Agora, a residência foi coberta por tapumes.

Presença Histórica e Transformação Urbana

Construída em 1956, a casa foi adquirida por uma família de Itajaí na década de 1970, que optou por manter-se anônima. Durante anos, eles passaram seus verões na Praia Central de Balneário Camboriú, que passou recentemente por uma ampla obra de alargamento da faixa de areia, concluída em 2021.

A casa destacava-se em meio aos modernos prédios da Avenida Atlântica, que hoje abriga inclusive o edifício mais alto do país, com 290 metros de altura, segundo o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH).

Segundo especialistas do mercado imobiliário, como o corretor Bruno Cassola, a valorização dos imóveis de alto padrão tem impulsionado uma transformação arquitetônica na cidade, com as construtoras buscando adquirir terrenos para empreendimentos de luxo.

Balneário Camboriú reforça sua posição como um dos locais com o metro quadrado mais caro do país.

O cenário imobiliário na região tende a continuar aquecido, com o interesse de diversas empresas em adquirir propriedades antigas para dar lugar a novos projetos, o que pode resultar em uma escalada dos valores das propriedades na área.